FLIM 2018 | CASA DAS PROSAS


No interior da Flim 2018  encontramos a Casa das Prosas, sediada no CFPAO - Centro de Formação Profissional Arte e Ofícios do Parque, com uma programação que  insere  o visitante no mundo da literatura,  para todos que tem interesse em escrever e publicar.

SÁBADO 15 DE SETEMBRO


OFICINA
POR DENTRO DA TRADUÇÃO, NO INTERIOR DA ESCOLHA
Com Cláudia Soares Cruz
15/09 | 10h | CASA DAS PROSAS

Falar é traduzir, é se traduzir. Traduzir nossas ideias e pensamentos em palavras, é comunicar. Quando falamos, construímos uma ponte entre nós e o mundo, entre nós e o outro, entre o que está dentro de nós e o que está fora. A cada instante escolhemos palavras, selecionamos dentro do nosso repertório aquelas que nos servirão melhor.  Um tradutor faz a mesma coisa: escolhe as melhores palavras para cada situação.

Durante a conversa, veremos como um texto escrito em um idioma se transforma em outro, recriado por um tradutor. Vamos falar sobre as palavras e como elas constroem frases, parágrafos, páginas, livros, que são desconstruídos, decompostos, destrinchados, no caminho trilhado de uma língua a outra, de uma cultura a outra, para, então, se reconstruírem no universo do outro idioma. E vamos, também, descobrir como estamos rodeados de tradução, e ver o quanto ela está presente no nosso dia-a-dia.

Cláudia Soares Cruz é formada em Publicidade pela PUC-RJ e em Teoria do Teatro pela UNIRIO, fez especialização em Língua Inglesa na PUC-RJ e mestrado em Artes Cênicas na UNIRIO com pesquisa sobre tradução teatral. Cursou pós-graduação em Roteiro e Dramaturgia na Escola Superior de Artes Célia Helena, em São Paulo. Atualmente cursa o doutorado em Estudos da Linguagem na PUC-RJ. Trabalha com tradução desde 1992. 



PERTO DO CORAÇÃO SELVAGEM?” DE CLARICE LISPECTOR
Com Clube de Leitura #LeiaMulheres
15/09 | 14h | CASA DAS PROSAS

Público-Alvo: Jovens e adultos, leitores e/ou interessados na obra da escritora Clarice Lispector.
** Capacidade: 40 pessoas por ordem de chegada. 

Em 2014, a escritora inglesa Joanna Walsh propôs o projeto #readwomen2014 (#leiamulheres2014), que consistia em promover a leitura de autoras e aumentar a visibilidade delas no mercado editorial. A partir daí, foram criados clubes de leitura com esse intuito e hoje o Leia Mulheres está presente em aproximadamente 60 cidades do Brasil, propiciando a leitura de autoras nacionais, internacionais, contemporâneas e clássicas.

Perto do coração selvagem, romance de estreia de Clarice Lispector, revela o pulsar de necessidades aprisionadas, desnuda pensamentos e desejos e explora cantos obscuros do coração e da mente humana. Publicada em 1943, a obra destacou-se dos padrões narrativos predominantes e foi considerada revolucionária.  

S.O.S LITERATURA” PELA CASA DAS ROSAS E O CENTRO DE APOIO AO ESCRITOR (CAE)
Com Geruza Zelnys e Ricardo Botelho
15/09 | 14h | CASA DAS PROSAS

Público-Alvo: Jovens e adultos. Autores iniciantes e aspirantes, que gostariam de saber como produzir, editorar e lançar seu primeiro livro 
** Capacidade: atendimento individual com especialistas por ordem de chegada.

Em uma parceria com o Centro de Apoio ao Escritor (CAE), do espaço cultural Casa das Rosas, o S.O.S Literatura  traz para a  FLIM especialistas da literatura para ajudar autores iniciantes, aspirantes a escritores que não sabem por onde começar para lançarem seu projeto literário ou simplesmente qualquer um que gostariam de conhecer melhor o universo dos livros. Durante este “pronto atendimento” literário teremos os profissionais atenderão na Casa das Prosas os interessados em conversar sobre poesia, prosa, edição de livros, produção, divulgação na imprensa, e-books, marketing para escritores e direitos autorais, gratuitamente, durante o horário de atendimento.  

Geruza Zelnys é escritora, poeta e narradora, doutora em literatura pela PUC-SP, e professora de escrita criativa, foi  ganhadora de várias edições do Mapa Cultural Paulista e contemplada com o Proac; autora de "Tatuagem", "Esse livro não é pra você" e "9 janelas paralelas & outros incômodos", entre outros.

Ricardo Botelho é webdesigner, especializado em gestão de negócios e de comunicação em redes sociais, e-books e  marketing para escritores; foi co-criador do portal literário  Weblivros, com Reynaldo Damazio, editor de arte da editora Terceira Margem, entre outras. 

COMO ESCREVER HISTÓRIAS? DO INTERIOR DA CABEÇA PARA DENTRO DO PAPEL
Com Raoni Marqs
15/09 | 16h | CASA DAS PROSAS

Público-Alvo: Jovens e adultos interessados em escrever histórias, roteiro e personagens.
Capacidade: 30 pessoas por ordem de chegada. 

Todo mundo tem uma ideia incrível que nasce no “interior” da cabeça, mas não consegue seguir em frente e escrever ou desenvolver essa ideia até o final para “dentro” do papel. Escrevendo histórias, sempre temos um problema muito sério com o famoso “agora o que acontece?”
Passando por isso, o escritor e ilustrador Raoni Marqs, nas suas próprias palavras, diz que tomou vergonha na cara e estudou um punhado de livros sobre roteiro, e nessa imersão no universo das histórias, ele descobriu que existem MILHÕES de ferramentas para driblar esse bloqueio. Entendendo tão bem o processo ele escreveu o livro “Como escrever histórias” que em meio a dicas, desenhos tortos e piadas idiota foi indicado a Melhor Obra Não-Ficção no Troféu HQMix 2016 e já foi lido por muita gente.  

Nesta conversa ele vai te ensinar coisas muito simples, pra que vocês consigam entender como histórias funcionam, ou como analisar qualquer obra dentro desse universo dos quadrinhos, animes, filme ou série, e quem sabe, te ajude a partir de agora a escrever suas próprias histórias com um pé nas costas. 

O QUE É UM LIVRO? RECONTANDO OS CAMINHOS HISTÓRICOS DO LIVRO COMO OBJETO.
Com Jair Marcatti e Tarcila Lucena
15/09 | 16h | ATRIUM DO PAVILHÃO SÃO JOSÉ

Público-Alvo: Jovens e adultos, leitores e interessados em literatura e escrita em geral.
Capacidade: 40 pessoas por ordem de chegada. 

A “morte” do livro já foi anunciada e negada inúmeras vezes desde fins do século XX e começo do XXI. Com o advento das plataformas digitais, acreditou-se que o livro estava fadado ao fim, como o vinil ou o CD. A verdade é que nenhuma dessas mídias desapareceu completamente, apenas ganharam outros significados, usos e formas, assim como o rádio com o advento da televisão e como acontecerá com esta e com o cinema graças a aplicativos on-line de filmes e séries. O que realmente testemunhamos no caso do livro é o renascimento de formatos esquecidos, como livros impressos em tipografia, zines feitos em xerox e cadernos de artistas. O mais intrigante, no entanto, é que todo esse debate nos possibilitou relembrar as trilhas nem sempre lineares que o objeto que hoje conhecemos como livro – em formato 14 X 21, com folhas impressas, encadernadas numa determinada ordem – traçou. Relembrar essa história, descobrir que o livro nem sempre foi isso que hoje temos a nossa frente, desnaturalizar sua forma e colocá-la dentro de um contexto histórico, tudo isso só nos dá mais liberdade não para vislumbrar o seu fim, pelo contrário, para construir e imaginar seu futuro. O livro como objeto está agora livre de sua casca histórica e pode transformar-se.

Com esse bate-papo é isso que se pretende: recolocar o livro como objeto da história para provocar sonhos e possibilidades de seu futuro; ajudar a imaginar novas formas de se contar histórias e de se guardar informação, de se fazer arte literária. A importância disso para um país que tem cerca de 30% de analfabetos funcionais e que pouco lê é grande. Ao nos vermos livres da hegemonia das formas e dos conteúdos canônicos, podemos repensar maneiras de atingir públicos diferentes, com interesses diversos e variados níveis de letramento. Podemos tentar trazê-los para perto, buscar ajudá-los a descobrir a literatura e, a partir daí, trilhar seus próprios caminhos de leitura.

Jair Marcatti é sociólogo e historiador cursou mestrado na área de Teoria da Comunicação (ECA-USP), especialista nas áreas de Cultura e Globalização e Educação. Foi professor do curso de Relações Internacionais da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM – SP), onde hoje coordena Observatório de Economia Criativa (O.E.C.). Aí desenvolve pesquisas e atividades ligados à questões da economia da cultura e das formas de inserção internacional do Brasil por meio de expressões culturais.Pesquisador da cultura brasileira em suas várias e diferentes manifestações (popular e/ou erudita), com destaque especial para as expressões musicais brasileiras. Consultor para fundações e projetos educacionais, além de atuar como conferencista. Foi idealizador, organizador e curador de diversos projetos na área de cultura; tendo sido, de 2014 a 2017, curador do projeto “Imagens do Brasil Profundo”, um amplo painel sobre a diversidade cultural brasileira, na forma de encontros, debates, palestras, shows e bate-papos musicais, realizado na Biblioteca Mario de Andrade, em São Paulo. Faz parte desde 2017 do Conselho Curador do Prêmio Jabuti.

Tarcila Lucena têm vinte anos no mercado editorial, trabalhando desde a venda até a produção do livro, como divulgadora, revisora, preparadora, assistente editorial e editora-chefe. Experiência em produção executiva de eventos com financiamento público, foi supervisora de ação cultural da Biblioteca Mário de Andrade de 2013 a 2016, e criou, junto com os editores João Varela e Cecília Arbolave a Feira Miolo(s) de publicações independentes. Também escreve e já publicou três obras em parceria com dois jovens artistas e dois xilogravuristas paulistas importantes: Serafina, com imagens de Jonas Meirelles, tiragem de 200 exemplares costurados à mão; e Vermelha Linha, com fotos de Gabriela Lissa Sakajiri, tiragem de 200 exemplares, impresso na Ipsis, em formato de mapa de metrô; e Diálogos com Ariadne, pequenos contos com moral que inspiraram gravuras de Claudio Caropreso e Francisco Maringelli, publicados com as reproduções das gravuras em formato de cartaz. Hoje tem uma pequena editora com mais dois amigos chamada Devora Editorial.