FLIM 2019 | PROGRAMAÇÃO CENTRAL


Acessibilidade:  Programação disponível em braile e as Mesas Literárias têm tradução simultânea em LIBRAS, a Linguagem Brasileira de Sinais.

As Mesas Literárias que ocorrem no Ponto de Encontro possuem lugares limitados e serão distribuídas senhas com 15 minutos de antecedência do início. O local de distribuição será o Ponto de Encontro.
As Mesas Literárias que ocorrem no Palco Tom da FLIM E e no Palco Bambuzal são ao ar livre. Para participar, basta comparecer.

Os autógrafos ocorrerão nas Livrarias da FLIM logo após o término das mesas.
 
Todas as atividades são gratuitas. 

SEXTA-FEIRA 13 DE SETEMBRO

CERIMÔNIA DE ABERTURA
13/09 | 19h | PALCO TOM DA FLIM

1ª Mesa Literária
LÍNGUAS MÃES
Adriana Couto conversa com Conceição Evaristo e Valter Hugo Mãe
Homenagem ao Zé Mira

Como a língua atravessa a vida e a criação? Duas das maiores vozes da literatura contemporânea em língua portuguesa se encontram para falar de livros e afetos.

TU, ESCREVIVENTE – Hoje, não tem quem não conheça a escritora Conceição Evaristo. Mas nem sempre foi assim. Mestre em Literatura Brasileira pela PUC do Rio de Janeiro, lutou para ter seus livros publicados. E reconhecidos. Só foi em 2015, quando recebeu o Prêmio Jabuti pelo livro “Olhos D’Água”, que começaram a prestar atenção neste mineira que criou o termo “escrevivências”. Uma literatura que tem chamado, inclusive, a atenção internacional, desde sua aparição no Salão do Livro de Paris em 2015, quando o Brasil foi o país homenageado. Sua obra está traduzida para o inglês, francês, espanhol e árabe. “Há outras mulheres negras escrevendo pelo Brasil. Eu não estou sozinha”, costuma sempre dizer. Vamos demorar também para ver?

TU, MÃE E FILHO – Ele é cria de nossa língua portuguesa. Nascido no berço de Angola, mas desde pequeno vivendo em Portugal. Escritor que adotou o Brasil como segunda pátria. E o Brasil também o adotou. Valter Hugo Mãe é popular por aqui. Porque o leitor brasileiro sente o amor que ele sente pelo nosso país. E retribui. Livros como “A Máquina de Fazer Espanhóis” (Prêmio Portugal Telecom de 2012), “A Desumanização” e “O Filho de Mil Homens” fazem sucesso. Por onde ele passa, uma legião de apaixonados leva um abraço, mostra suas palavras tatuadas “literalmente” no corpo, querem ter a sensação de que ele existe de verdade. José Saramago, sobre o Mãe, já havia falado: “tive a sensação de assistir a um novo parto da língua portuguesa”. Sorte de quem tem um filho como este. 

SÁBADO 14 DE SETEMBRO

2ª Mesa Literária
ORALIDADES  

14/09 | 10h| PONTO DE ENCONTRO
Adriana Couto conversa com Elisa Lucinda, Sônia Gabriel e Angela Savastano  
Homenagem à Angela Savastano 
Anfitrião: Paulo Barja – Cordelista 
Performance do Ator Odilon Esteves
** Lugares limitados. Distribuição de senhas 15min antes do início da mesa. Retirada de até 01 ingresso por pessoa.

Quando é que as histórias ganham as bocas? Poeta e folcloristas se encontram para falar da invenção pela garganta, comunhão narrativa e ancestralidade.

TU, POETA – Ela não é só poeta. É atriz. É professora e cantora. Mas a poesia está em tudo o que ela faz. Nascida em Vitória, no Espírito Santo, Elisa Lucinda é uma força da natureza. Uma comunhão permanente com a palavra. São populares as oficinas em que ela ensina todo mundo a dizer poesia. Tem dezessete livros publicados. É comum ouvir seus versos em saraus por todo Brasil, tomando conta das periferias. É uma das escritoras que mais popularizam a poesia em nosso tempo. Também escreveu um romance, “Fernando Pessoa, o Cavaleiro de Nada”. Uma espécie de “autobiografia” do famoso poeta português. Poesia de novo, é claro, mesmo sendo prosa, como tinha de ser.

TU, FIANDEIRA – Ela está sempre ligada aos mistérios do Vale. Conta sobre o Vale da Paraíba, a Serra da Mantiqueira. Suas crônicas passeiam por este universo. Sônia Gabriel é professora e pesquisadora. Mestranda em Educação e História Cultural pela Unicamp. Seu livro “Ventos Antigos” já inspirou um espetáculo homônimo feito pelo grupo Fiandeiras da Palavra. Ela mesma, uma fiandeira incansável. Das histórias do povo. Uma fala que vira crônica. E que registra e perpetua os nossos saberes.  

TU, A PALAVRA – Ele gosta de dizer. Gosta da palavra e a palavra gosta dele. É um ator que “incorpora” um texto, dá voz a uma frase. Lê para os nossos ouvidos. Odilon Esteves ultimamente tem feito o que ele chama de “palestra cênica”. É com o solo “Para Abrir Uma Janela” que ele abre a nossa alma para as possibilidades de um livro que se quer vivo, além do próprio livro. Ator, professor e diretor de teatro, é membro-fundador da Companhia Luna Lunera de Belo Horizonte. Já participou de filmes como “Batismo de Sangue”, “A Hora e a a Vez de Augusto Matraga” e da série de TV “Sob Pressão”. 

3ª Mesa Literária:
 LUGARES E FALAS

14/09 | 14h| PONTO DE ENCONTRO
Adriana Couto conversa com Amara Moira, Eliane Potiguara e Marcus Groza 
Anfitrião: Joca Farias 
** Lugares limitados. Distribuição de senhas 15min antes do início da mesa. Retirada de até 01 ingresso por pessoa.

Como é que as histórias multiplicam territórios? Três vozes únicas e reverberantes conversam sobre as relações possíveis e impossíveis entre ativismo e criação. 

TU, A PURA – Travesti, feminista, doutora em teoria e crítica literária pela Unicamp. Seu estudo é em torno de “Ulysses”, o emblemático romance de James Joyce. Amara Moira surgiu na cena literária com uma voz única e necessária. Seu livro “E Se Eu Fosse Puta” (agora rebatizado de “E Se Eu Fosse PuRa”) causou rebuliço e chamou a atenção para o lugar de fala de quem sempre foi rotulada por estereótipos, logo, rodeada de preconceitos e equívocos. Militante da causa LGBTQs, participa de algumas antologias sobre o tema, como a recém-lançada “A Resistência dos Vaga-Lumes”. 

TU, O BRASIL – É de uma brasileira de que estamos falando. Do povo mais brasileiro antes de o Brasil virar Brasil. Eliane Potiguara é escritora, poeta, ativista, professora, empreendedora social de origem étnica potiguara. Também contadora de histórias. Nasceu em 1950. Participou da elaboração da Declaração Universal dos Povos Índigenas, da ONU, por seis anos nas sessões de Genebra. Possui cinco livros publicados. Entre eles, o “Metade Cara, Metade Máscara”. 

TU, TAMBOR – Ele reverbera por aí. Como poeta, dramaturgo, performer e pesquisador. Marcus Groza é autor de livros como “Milésima Demão nas Paredes de Estar Perdido”, “E a Lua Como Órgão Principal”. Na dramaturgia, assinou os textos “Não Urine no Chão” e “Tambor de Couro Vivo”. Trabalha ainda como iluminador, encenador, cenógrafo. Sem contar o seu lado ensaísta, em um estudo intitulado “Para uma Poética do Esquecimento”. Grave este nome. Marcus Groza. Coeditor da Revista Abate e curador da Mostra Cúrcuma, um Festival de Artes e Cultura Alimentar, é também filósofo.

4ª Mesa Literária:
AS RIMAS

14/09 | 16h | PONTO DE ENCONTRO
Adriana Couto conversa com GOG, Zllito e Preta Ary
Anfitrião: Val Saab 

** Lugares limitados. Distribuição de senhas 15min antes do início da mesa. Retirada de até 01 ingresso por pessoa

Que picadas abrem as palavras que já nascem música? Três poetas do rap se encontram para falar de suas veredas pela criação e transmissão de rimas. 

TU, SÓ BALANÇO – Um dos pioneiros do movimento de rap em Brasília. Genivaldo Oliveira, mas conhecido como GOG, é uma referência do hip hop. Considerado o “Poeta do Rap Nacional”, é mestre de muitos artistas que acompanhamos por aí. Seu primeiro disco foi gravado em 1992. Em 1993, o cantor lançou o selo independente “Só Balanço”, para apresentar seus trabalhos e revelar novos rappers. Lançou, em 2010, seu primeiro livro, intitulado “A Rima Denuncia”, com 48 letras de rap de diversas fases de sua carreira.

TU, TRÊS PÊS – Preto, Poeta e Piauiense. Zllito  faz questão de dizer. Além do que, é ativista da cultura hip hop há mais de 25 anos. E não para por aí. Mais outras letras assinam a sua trajetória, a saber: MC, Produtor Cultural, Cordelista, Cozinheiro, Beatmaker e Colecionador de Vinis. Integra o coletivo Narrativas Urbanas, de São José dos Campos, e está prestes a lançar seu primeiro livro, o “Crônicas do Coração”. É muito amor pelo que faz, com certeza. 

TU, QUE TÁ NO JOGO – Ela se chama Preta Ary. E faz tempo que faz parte deste jogo. Não está de fora, mesmo que quisessem que ela ficasse, do universo do rap brasileiro. Faz 14 anos que figura com um dos grandes talentos da área. Lançou três clipes: “Tá no Jogo”, “Nois Tá de Olho” e “Emergência”. É um nome referência, filha do Vale do Paraíba. 

5ª Mesa Literária
FÉ NA PALAVRA

14/09 | 18h | PONTO DE ENCONTRO
Adriana Couto conversa com Maria Valéria Rezende e Ronaldo Correia de Brito 
Anfitrião: Francisco José Ramires 
** Lugares limitados. Distribuição de senhas 15min antes do início da mesa. Retirada de até 01 ingresso por pessoa

Escrever é dizer ou escutar? Duas imensas, premiadas e inusitadas vozes se encontram para falar de suas procuras e das vidas que levam em plena escuta. 

TU, A RAINHA LOUCA – Seu mais novo livro é o “Carta à Rainha Louca”. Mas escreveu também o “Quarenta Dias”, o livro mais premiado do ano de 2015. Obra em que ela relata os quarenta dias em que passou, de propósito, perambulando pelas ruas de Porto Alegre à procura de alguém que não existia. Aliás, a escritora Maria Valéria Rezende é tão real que parece que não existe. Nasceu em 1942 em Santos, São Paulo. Vive na Paraíba desde 1976. Mas viveu em vários países, participando do movimento de Educação Popular. É freira e feminista. Uma das criadoras do Mulherio das Letras. 

TU, DA GALILÉIA – Ele nasceu no Ceará, mas é da Galiléia. Escreveu um dos clássicos recentes de nossa literatura: o romance “Galiléia”. Mas escreveu outros. Os contos de “Faca” e “Retratos Imorais”. E o mais recente romance “Dora Sem Véu”. É dele, Ronaldo Correia de Brito um dos espetáculos mais encenados no Brasil, “O Baile do Menino Deus”, em parceira com Francisco Assis Lima. Seus livros estão traduzidos para o espanhol, italiano, alemão, inglês, hebraico, romeno, búlgaro, húngaro e finlandês. Da uma galiléia universal cada vez mais.

Show Musical
AMAR E MUDAR AS COISAS

HOMENAGEM A UM RAPAZ LATINO-AMERICANO: BELCHIOR
 COM KARINA BUHR, MARISA ORTH E TACIANA BARROS 
14/09 | 20h | PALCO TOM DA FLIM
Parceria: Sesc São José dos Campos

TU, APENAS UM RAPAZ LATINO-AMERICANO – Um show em homenagem a Belchior. Com as canções deste cearense que emocinou, e continuará emocionando, gerações e gerações. O trio Karina Buhr, Marisa Orth e Taciana Barros montou um espetáculo inusitado, com interpretações intensas e vibrantes, em arranjos que potencializam a face poética, filosófica e musical deste genial compositor brasileiro. A poeta Natália Barros intercala as canções com algumas informações biográficas e literárias, recitando poesias e lendo trechos da biografia “Belchior – Apenas um Rapaz Latino-Americano”, de Jotabê Medeiros. 

DOMINGO 15 DE SETEMBRO

Show Musical
CONSERTÃO 

15/09 | 10h30 | PALCO TOM DA FLIM
Apoio: Hyundai Glovis

TU, CAIPIRA – Em formato orquestral, o projeto “ConSertão” presta uma homenagem aos compositores de música caipira como Teddy Vieira, João Pacífico, Raul Torres, Angelino de Oliveira, Palmeira, Elpídio dos Santos, entre outros. O concerto propõe a mistura de dois universos: o popular e o erudito, com os artistas Cláudio Lacerda (voz), Neymar Dias (viola caipira) e a Orquestra de Câmara de Piracicaba, sob a regência do maestro Luís Fernando Fischer Dutra. No repertório, clássicos como “Romaria”, “Tristezas de Jeca” e músicas de Chitãozinho e Xororó.

Musical Infantil
SHOW COM GRUPO TRIII 

15/09 | 14h | PALCO TOM DA FLIM

Um show interativo para toda a família, repleto de músicas e brincadeiras. No repertório, canções tradicionais brasileiras e composições autorais do grupo, que é autor dos três livros da Coleção Histórias que Cantam.

Formado por Marina Pittier (voz), Fê Stok (guitarra e voz) e Ed Encarnação (Bateria e voz), o Grupo Triii surgiu com o encontro de três pessoas que têm três coisas em comum: a amizade, a identificação musical e a fascinação por crianças. 


6ª Mesa Literária
TU, NOSSO IRMÃO 

15/09 | 15h30 |  PALCO BAMBUZAL
O encerramento da FLIM 2019 será com Adriana Couto em conversa com o escritor moçambicano Mia Couto.
Homenagem ao Mestre Laudeni
Anfitriãs e anfitriões da Residência FLIM 2019: Alan Guedes, Ednilson Toledo, Fernanda Nakata, Lucas Lins, Mariana Zambon Ferreira Braga, Rafael Lima de Moraes, Semayat Oliveira 

Nascido em 1955 na Beira, em Moçambique, é um dos escritores africanos mais populares no Brasil. Mia Couto é biólogo, jornalista e autor de mais de trinta livros, entre prosa e poesia. Seu romance “Terra Sonâmbula” é considerado um dos dez melhores livros africanos do século XX. Recebeu uma série de prêmios literários, entre eles o Prêmio Camões de 2013, o mais prestigioso da língua portuguesa, e o Neustadt Prize de 2014.